quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sugestões sobre o caso Zetti


Transcrevo a seguir outra mensagem enviada pelo Gualberto sobre o caso Zetti. Conforme o internauta pode ver, começam a surgir algumas sugestões.

Antes de dar o próximo passo, resolvemos abrir um pouco mais a discussão entre os colegas. Aqui estão algumas opiniões já enviadas.
Aguardamos o seu parecer!!

LAERTE
Acho que, se não enfiarmos um pouco mais o pé na porta, nosso movimento é que vai esvaziar e perder credibilidade.
Acho que devemos propor um boicote ao salão deste ano.
E, Gual, Jal e Orlando - parabéns pela realização do abaixo-assinado.

CAU GOMEZ
Que situação! resistimos até mesmo aos "censores" da ditadura e agora, este infortúnio.
queria saber se não era interessante nós contactarmos o CQC. eles tem feito coisas interesasnte e seria um prato cheio para desbancar estes péssimos gestores.
bem, ficarei atento.
sorte pra nós. Abraço grande!

SONIA LUYTEN
Acredito que este descaso da Prefeitura e demais órgãos referentes ao salão de Piracicaba devam ser pagos com a mesma moeda: DESCASO.
A primeira estratégia:
Acredito que a melhor maneira de fazê-los entender - por esta vez - é esvaziar o salão não enviando trabalhos para este ano.
Proponho-me a redigir uma carta em inglês à FECO e outros salões internacionais e demais associações do exterior para que os artistas não enviem este ano seus trabalhos para Piracibcaba.
A segunda estratégia:
Fazer ao contrário: enviar trabalhos de charges, cartuns, HQ e caricaturas de todo país e do exterior que falem, contem, expliquem para a comunidade nacional e internacional o descaso das autoridades locais
Nossa força consiste em dois segmentos: esvaziar ou entulhar de trabalhos alusivos ao tema deste ano. Vamos agir!

RENATO STEGUM
Acredito que frente à essa falta de consideração com
nosso protesto, esteja mais do que na hora de iniciar
uma campanha para um protesto relevante como por
exemplo o boicote geral ao salão desse ano.
Ou uma mobilização para que os trabalhos todos que
sejam enviados ao salão sejam sobre o assunto Zetti,
assim como os vários cartuns e caricaturas já feitos
sobre o caso.
Temos que tentar um esforço grande para chegar
diretamente onde a água vai bater na bunda, ou seja,
a participação no próprio salão.
Minhas sugestões:
- mobilização para um boicote geral;
- mobilização para trabalhos somente sobre o tema,
protestando mesmo.
Senão, penso que vão seguir em frente fingindo que
nada aconteceu, o que eles tem feito desde o
episódio, até a realização do salão para tentar
"abafar" o caso.
Acredito que precisamos agir mais radicalmente agora
nesse segundo momento, após a carta de manifesto. O
tempo está ficando curto.
O que acham?
Forte abraço.

SPETT
Gual, obrigado pelo email e conte comigo 110% no que precisar para trazermos a Zetti de volta ao Salão.
Caso contrário, conte comigo também em 110% para ajudar a esvaziar o salão se isso não ocorrer.

GOZZO
Já deixei minha opinião no fórum do Brazilcartoon, mas infelizmente o
foco daquele fórum mudou...
200 cidadãos pode parecer pouco para a prefeitura de Piracicaba, mas 200
CARTUNISTAS, muitos deles reconhecidos internacionalmente, são uma força
inquestionável. ..
Minha Sugestão, como postei lá, é entrar no site do CQC, onde tem um
link para o quadro "Proteste Já" e descrever o caso da Zetti como
sugestão de pauta para o programa, valorizando a ideia, que realmente
renderia uma boa matéria, pois o salão já homenageou inclusive os
próprios integrantes do programa, etc...

BETÂNIA
Parabéns pela união, esperamos que seja resolvido o absurdo causado pelo governo do estado.

SÉRGIO GOMES
O que poderia acontecer se nas tiras do Laerte, do Angeli e de outros começasse a " surgir " uma frase solta tipo "Cadê a Zetti do Salão de Piracicaba ? " ? Penso que os cartunistas e quadrinhistas podiam utilizar os meios públicos de que dispõem par dar eco a essa campanha que só vem acontecendo " interna corporis ".

Aqui está a carta que Sérgio Gomes da Oboré enviou ao jornalista Ricardo Viveiros, Presidente da Conselho Consultivo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba e Diretor da FIESP- Federação das Indústris do Estado de São Paulo. Vamos aguardar a resposta e quanto a pergunta, que todos devem estar fazendo: “O que um diretor da FIESP está fazendo na presidência do Conselho do Salão? Nós também não sabemos a resposta, só a atual administração da prefeitura de Piracicaba sabe dizer!
“Ricardo Viveiros
O que você tem feito ultimamente para corrigir essa injustiça da exoneração da Zetti ? Vou entrar nessa briga, disparar algumas flexas daqui e não queria acertar em alvos inocentes.
Me conta como você tem ajudado a desenbaraçar esse imbroglio.
Um abração Sergio”

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CARTUNISTAS AINDA ESPERAM POR UMA RESPOSTA DA PREFEITURA DE PIRACICABA


Texto transcrito de e-mail enviado por Gualberto Costa (foto)

Caros desenhistas e signatários da carta enviada ao prefeito e vereadores de Piracicaba,

A exoneração, de uma forma inadequada e desrespeitosa, da diretora Maria Ivete Araújo do Salão de Piracicaba depois de 30 anos de atuação, fez com que três entidades de classe e mais de 228 cartunistas, enviassem uma carta ao Sr. Prefeito Barjas Negri em janeiro deste ano. Estamos no final de março e não tivemos um retorno sequer da prefeitura.

Entramos em contato com a Comissão de Consultoria do Salão, criada há três anos, para encontrar uma forma de diálogo. Fomos ouvidos pelo presidente da Comissão, Ricardo Viveiros, e a resposta obtida foi que a secretária de cultura da cidade foi a responsável pela exoneração. Em entrevista à imprensa (jornal) a secretária disse que foi a Comissão quem exonerou a Zetti. Ouvimos também que o prefeito nos havia enviado uma resposta mas que o e-mail havia se perdido (sic). Mesmo depois de reenviarmos a carta não recebemos uma única resposta sequer demonstrando o descaso para com os cartunistas que sempre se empenharam em fazer um Salão maior e melhor .

A representatividade de nossa carta é incontestável e a estamos enviando novamente aqui em anexo a todos os signatários além dos nomes e da participação de cada um na história do Salão.

O Salão já sobreviveu à diversas gestões e isso vai continuar acontecendo. Felizmente. São 37 anos de história e nunca houve um abaixo-assinado como o que enviamos.
Não há dúvidas de que os cartunistas são parceiros dos Salões já que dão o conteúdo aos mesmos. O cartunista é a razão da existência de qualquer salão do mundo e deve ser respeitado por isso. Discursos, promessas e palavras bonitas no palco das festas de abertura do evento tornam-se fumaça frente aos fatos e cientes desse descaso por parte do Poder Público, é importante que continuemos nosso protesto.
O inexplicável silêncio por parte da Prefeitura de Piracicaba pode e vai causar o esvaziamento e a inevitável falta de credibilidade do salão. Credibilidade essa construída ao longo de anos de dedicação de pessoas preocupadas, não com votos, mas com a cultura da cidade e do país.
Atenciosamente,

ASSOCIAÇÃO DOS CARTUNISTAS DO BRASIL (ACB), POR JOSÉ ALBERTO LOVETRO, o Jal

INSTITUTO MEMORIAL DE ARTES GRÁFICAS DO BRASIL (IMAG), POR GUALBERTO COSTA

SOCIEDADE DOS ILUSTRADORES DO BRASIL (SIB), POR ORLANDO PEDROSO

LISTA DOS SIGNATÁRIOS:
ADÃO, AIRON, ALAN SOUTO MAIOR, ALBERT PIAUI, ALCY, ALMEIDA, AMORIM, ANDRÉ BROWN, ANDRÉ DINIZ, ANDRÉ VALENTE, ANGELI, ATTILIO, AUDÁLIO DANTAS, ADAIL, ADAM RABELLO, ALAFIA, ALEX PERISCINOTO, ANA VON REUBER, ANDRÉ MARANGONI, ANTÓNIO ANTUNES, ARIONAURO, BAPTISTÃO, BENETT, BIRA, BIRATAN, BRUNO LIBERATI, BETO FRANÇA, BRUNO AZIS, CAIO YO, CARCAMO, CARLUS, CARRIERO, CASSO, CAU GOMEZ, CESAR FREITAS, CIVAL EINSTEIN, CLAUDIO MARTINI,CLÉRISTON, CUSTÓDIO, DACOSTA, CACO GALHARDO, CARLINHOS, CARRIEIRO, CARVALL, CELSO MATHIAS, CLAYTON RABELO, DANIEL ESTEVES, DANIELA BAPTISTA, DIL MARCIO, DINO ALVES, DIOGO SALLES, DOUGLAS QUINTA REIS, Dra BETÂNIA LIBANIO, Dra SONIA LUYTEN, DÃO, DANIEL BUENO, DÊNIS MENDES DE MORAES, DIOGO D’AURIOL, DODÔ, Dra WALDOMIRO VERGUEIRO, DUAYER, DUKE, EDGAR VASQUES, EDRA, ELOAR GUAZZELLI, EMILIO DAMIANI, EMMAN, ÉRICO ASSIS, EDU MENDES, ELDES DE PAULA, ELIFAS ANDREATO, ERDOGAN KARAYEL, EVANDRO SANTO (CHRISTIAN PIOR), FABIO SALES AGNATI, FERNANDES, FERNANDO COELHO DOS SANTOS, FLAVIO LUIZ, FLOREAL, FRED, FABIO G. DA SILVA BRAGANÇA, FERNANDO GONSALES, FERRETH, FRAGA, GUALBERTO COSTA, GENIN, GLAUCO, GRACE GIANOUKAS, HUMBERTO PESSOA, HUMBERTO YASHIMA, IEIO, IQUE, IVALD GRANATO, IVAN COSENZA DE SOUZA, IZIDRO, JAL, JBOSCO, JEAN, JÔ OLIVEIRA, JOÃO LIN, JORGE BARRETO, JORGE INACIO, JOTAA, JOZZ, JUNIÃO, JUNIOR LOPES, JAYME LEÃO, JESSÉ, JOÃO MONTANARO (com a autorização do pai), JOSY BRITO, KLEVISSON, KIM, KLEBS, KOBLITZ, LAERTE, LAUDO, LEANDRO ROBLES, LELIS, LUIS FERNANDO VERÍSSIMO, LUIZ CARNEIRO, LARISSA LEAO, LAZ MUNIZ, LEANDRO BIERHALS, LEZIO JUNIOR, LOUIS CHILSON, LUCAS LIMA, LUIGI ROCCO, LUIZ GÊ, LUTE, MACHADO, MANGA, MARCELO ALENCAR, MARCELO RAMPAZO, MARCIO BARALDI, MARCOS GARUTI, MARCOS VENCESLAU, MARINGONI, MASTROTTI, MAURICIO RETT, MAXX, MICHELLE RAMOS BARBOSA, MINO, MIRAN, MORETTINI, M. ERASMO, MANOHEAD, MARIA HELENA CORRÊA PINHO, MARIAN AVRAMESCU, MARIO VALE, MARIANO, MÁRIO LATINO, MAYRINK, MELLO, MISSO, MIGUEL PAIVA, MOA, MOISÉS, NEI LIMA, NANI, NICO, NOBU CHINEN, NOVAES, OMAR VIÑOLE, ORLANDELI, ORLANDO, OGUZ GUREL, OMAR ZEVALLOS, OSVALDO MACEDO DE SOUSA, PAFFARO, PAULO BRANCO, PAULO SETUBAL, PAULO URSO, PELICANO, PEIXE, PESTANA, QUINHO, RAPHAEL FERNANDES, RAY COSTA, RENATO LEBEAU, RENATO STEGUN, RICARDO SOARES, RICKY GOODWIN, RICO, ROBERTO RIBEIRO, RODRIGO ROSA, RÔMULO, RONALDO CUNHA DIAS, RUCKE, RAFAEL CORRÊA, RICARDO VILELA, RICE, SANTIAGO, SERGIO GOMES, SERGIO MÁS, SIDNEY GUSMAN, SOLDA, SPACCA, SPETT, SAADET YALCIN, SALVADOR,SAMUCA, SAM HART, SANDRO MELO, SILVANA MARQUES, SILVIO ALEXANDRE, SIQUEIRA, TONI DAGOSTINHO, TURCIUS, THAIS LINHARES, TCHABA, TUCO, VERDE, VERONEZI, VANESSA ALEXANDRE, VILANOVA, WILSON FIGUEREDO, WILL, WILLIAM MEDEIROS, ZÉ ROBERTO, ZIRALDO, ZUENIR VENTURA, XIAOQIANG HOU e 1000TON.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma caricatura por uma gorjeta

Quanto paga uma editora que não é de bronze, não é de prata e nem é de ouro
Há tempos escuto histórias sobre as péssimas condições de trabalho de boa parte de nossos desenhistas. Quer sejam eles cartunistas ou ilustradores, a maioria vive se queixando do quanto as editoras pagam por um desenho.
Entendo que a queixa é velha. Porém, espanta-me o fato de saber que algumas editoras insistem em pagar valores abaixo da crítica, mesmo quando aparentemente vendem bem suas publicações. E espanta-me mais ainda o fato de muitos dos nossos desenhistas aceitarem valores tão acachapantes.
No Rio de Janeiro, existe uma dessas editoras que têm a petulância de oferecer a bagatela de R$ 35,00 por uma caricatura. O leitor não entendeu errado. Estamos falando mesmo de R$ 35,00. O ridículo valor deveria ser estudado e divulgado pelo Guinness Book como recordista absoluto na categoria farinha-pouca-meu-pirão-primeiro. Importante ressaltar que a tal editora não é pequena nem alternativa. Na verdade, trata-se de uma das maiores empresas do País, que adquiriu há pouco tempo duas outras famosas editoras cariocas. Essa editora tornou-se famosa por jogar nas bancas de jornais dezenas de revistas especializadas em passatempos. Além disso, possui muitos títulos de livros, alguns famosos e sabidamente com boa vendagem. Trata-se, portanto, de uma editora de grande porte que possui, inclusive, um parque gráfico em plena atividade, pelo qual terceiriza serviços de impressão e acabamento de livros e revistas para outras empresas do ramo. Obviamente que qualquer leitor, por mais leigo que seja, mesmo que nunca tenha completado um jogo de palavras-cruzadas na vida, sabe a qual editora estou me referindo.
Dia desses, tive acaloradas conversas com alguns dos colegas que colaboram com a tal editora. Eu não consigo entender por que um artista de talento e com alguma experiência de mercado aceita um valor como esse. Durante essas conversas, um dos colegas tentou se justificar dizendo que o mercado anda tão ruim das pernas que é melhor trabalhar por valores ridículos do que não trabalhar. Então, fica combinado assim: para não deixar de trabalhar, parte de nossos caricaturistas aceita desenhar por R$ 35,00! Outra justificativa defendida por um segundo colega afirma que, se a gente não aceitar os imorais R$ 35,00, outro profissional chega e acaba pegando o serviço. Então, fica combinado assim: trabalhar para a tal editora é como se fosse uma corrida de otários travestidos de desenhistas. O bobo que chegar primeiro pega o trabalho. Convenhamos: desenhar por 35 merrecas é coisa de trouxa mesmo.
Em outra conversa com um terceiro colaborador (ou seria trouxa?) da tal editora, o desenhista afirma que está apenas montando seu portfolio. Quer dizer, o cartunista aceita trabalhar pelos absurdos R$ 35,00 para poder apresentar no futuro um portfolio para outras editoras. Se eu, que não atuo na tal empresa especializada em publicar revistinhas de passatempos, conheço os valores nojentos que eles pagam por uma caricatura, logicamente que outros editores também devem saber. E é claro que, ao mostrar um portfolio com trabalhos publicados na citada editora, o infeliz desenhista será facilmente identificado e taxado como uma espécie de “Ricardo Eletro” do desenho. O que contamina todo o mercado editorial. Ou alguém aqui acha que um desenhista que aceita produzir um traço qualquer que seja por 35 irreais sabe negociar seu trabalho pelo fato de estar conversando com outra editora?
Outra tese defendida por um desses colegas é que, publicando na esperta editora, o desenhista pode adquirir fama e consagração no mercado editorial e, assim, será lembrado para realizar outros trabalhos. Balela total. Que eu saiba, nenhum desses colegas é conhecido como o Fulano da tal editora, como acontecia nas publicações de O Malho, Careta, O Cruzeiro, Mad e O Pasquim, cujas marcas se confundiam com as chancelas de alguns de nossos principais desenhistas.
Estas linhas não pretendem servir de crítica à tal empresa que todos os meses, há mais de trinta anos, joga nas bancas de jornais dezenas de revistinhas de passatempos. A minha bronca é mesmo direcionada a esse grupo de colegas de trabalho que, de certa forma, ajuda a prejudicar nosso capenga mercado editorial quando aceitam desenhar por inúteis R$ 35,00. Entendo que esses desenhistas façam na verdade o papel de garçons que entregam seus desenhos numa bandeja de lata, já que 35 pilas por uma caricatura se caracteriza mais como uma gorjeta do que um pagamento.
Que me perdoem os garçons, que não são nem um pouco bobos quando se trata de pagamento, mas a comparação foi inevitável. Por falar em garçom... Me deu uma vontade imensa de ir até o Largo do Machado, entrar no Lamas e pedir um “coquetel”. Saúde!

domingo, 28 de março de 2010

Deu no DO

Enviado gentilmente pelo André Brown, cópia do Diário Oficial com a Resolução da Criação do Centro de Referência do Humor Gráfico.

RESOLUÇÃO SMC Nº 142, DE 23 MARÇO DE 2010
Cria o Centro Carioca de Referência do Humor Gráfico a funcionar no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo.
A SECRETÁRIA MUNICIPAL DE CULTURA, no uso das atribuições que lhes são conferidas pela legislação em vigor e, CONSIDERANDO a importância da formação de um olhar do cidadão sobre a produção das várias manifestações artísticas na área do Humor Gráfico da Cidade do Rio de Janeiro;
CONSIDERANDO a importância da formulação de política que atribua a verdadeira dimensão a produção de Humor Gráfico no âmbito da Cidade do Rio de Janeiro;
RESOLVE:
Art. 1º. Fica criado no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura, vinculado ao Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, o Centro de Referência do Humor Gráfico Carioca.
Art. 2º. Fica criado o Comitê Consultivo de Diretrizes de Gestão do Centro Carioca de Referência do Humor Gráfico.
§ 1º O Comitê previsto no capítulot será composto por doze membros terá a seguinte composição:
Representantes do Poder Público:
- Gerente de Artes Visuais - Ana Lucia Maia Durães, que o presidirá
Sociedade Civil com notória especialização na área de Humor Gráfico:
Claudius Ceccon (cartunista Claudius)
Eliane Gomes de Oliveira
Francisco Paulo Hespanha Caruso (cartunista Chico)
Henrique Woitschach (cartunista Ique)
Ivan Consenza de Souza (filho do cartunista Henfil)
Lan Franchesco (cartunista Lan)
Maria Arlete Gonçalves
Rafael Cardoso
Renato Aroeira (cartunista Aroeira)
Ziraldo Alves Pinto (cartunista Ziraldo)
§ 2º Os membros integrantes do Comitê previsto no capítulo não receberão qualquer gratificação para seu exercício, sendo considerado trabalho de grande relevância pública.
Art 3º . Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Mensagem do ilustrador Salmo Dansa

Estou vivendo uma situação muito difícil e resolvi pedir ajuda ou uma sugestão para um problema que até agora não vejo saída.
Durante o ano de 2009, tive meu trabalho selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ para participar da Bienal de Ilustrações de Bratislava – BIB 2009. Enviei 5 ilustrações e um exemplar do livro selecionado para Bratislava pelo Correio (ECT) e após a exposição, as ilustrações retornaram ao Brasil pela transportadora DHL.
O problema começou quando no dia 12/02/2010 o entregador da DHL que trazia minha remessa me informou que eu teria que pagar a importância de R$3.288,79 correspondentes ao valor pago pela empresa à Receita Federal para liberação das minhas ilustrações pela Alfândega do Aeroporto de Guarulhos e como não paguei, não pude receber meus trabalhos de volta. Por telefone e email tive a informação de que se eu não pagar a multa até o dia 21/04/2010 a DHL irá destruir a remessa por considerá-la abandonada pelo destinatário.
Na Receita Federal do Rio de Janeiro me orientaram a fazer um RECURSO DE OFÍCIO para tentar reverter a decisão da multa. Entretanto, os próprios funcionários da Receita não acreditam que haja tempo hábil para evitar que a remessa seja destruída nem que poderei ser ressarcido do valor da multa. A Receita afirma que meu problema agora é com a DHL que é quem está retendo minhas ilustrações e entende que, se a multa foi paga é porque o pagante reconheceu o débito sendo assim irreversível.
Em janeiro deste ano a empresa DHL cobrou multa da ilustradora Thaís Linhares por motivos semelhantes e se nega a mostrar a documentação emitida pela Receita Federal para o pagamento da multa no momento da liberação da minha remessa. Diante da proximidade do prazo final imposto pela empresa sinto-me impotente e ameaçado de perder uma parte importante de minha obra. Fui selecionado para representar meu país em um evento internacional e agora estou sendo ameaçado por uma empresa multinacional. Como reverter esse equívoco?
Agradeço a atenção de todos.
Salmo Dansa (www.dansa.com.br)

sábado, 27 de março de 2010

Centro Carioca de Referência do Humor Gráfico

Ferreth, André Brown, Adail e Magon

Convidados pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob a gestão de Jandira Feghali, diversos cartunistas participaram da inauguração do Centro Carioca de Referência do Humor Gráfico, no Castelinho do Flamengo. Entre os cartunistas, estiveram presentes os colegas Adail, André Bronw, Aroeira, Carla Rosa, Chico Caruso, Diego Novaes, Ferreth, Guidacci, Ique, Leo Martins, Magon, Nani, Nei Lima, Ota, além de Eliana Caruso (curadora do Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro), do ator e humorista Antonio Pedro, Ivan de Souza (filho de Henfil) e o casal Rick Goodwin e Ana Pinta (curadores de diversos eventos do gênero).
Um cartunista gaiato soltou a seguinte piada: Nós cartunistas sempre fazemos charges para criticar os políticos que adoram inaugurar obras inacabadas. E cá estamos nós participando da inauguração do Centro Carioca de Referência do Humor Gráfico. E olha que nem começaram as obras...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ziraldo na UERJ 2

O ator Antônio Pitanga e o professor Ricardo Ferreira Freitas entrevistam Ziraldo

No dia 22, no Teatro Noel Rosa, na UERJ, Ziraldo participou do Conversa de Artista, que teve a participação do Professor Ricardo Ferreira Freitas e do ator Antônio Pitanga. Durante a apresentação, Ziraldo aproveitou para retificar sua opinião sobre a importância de incentivar a leitura nas escolas. O cartunista não se cansa de repetir que “ler é mais importante do que estudar”.