quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lucio Murucci



O pesquisador Lucio Murucci
numa caricatura de Nei Lima




Lucio Murucci, um dos maiores pesquisadores da humor gráfico nacional, profundo conhecedor da obra de Luiz Sá e J. Carlos, protestou sobre a polêmica da possível retirada de algumas esculturas da cidade do Rio de janeiro, entre as quais o Corneteiro de Pirajá, do Ique. O pesquisador nos enviou a mensagem que reproduzo a seguir:

"A obra de Ique, sobre o Corneteiro herói, é uma das obras mais geniais da expressão caricatural em forma de escultura, e assim como o Pequeno Jornaleiro de Fritz, cuja escultura está no Centro do Rio, quase esquina com a Av. Rio Branco, uma obra marcante para a cultura brasileira.
É importante lembrar que, como a obra de Ique, o Pequeno Jornaleiro também foi criado por um caricaturista, e seu reconhecimento pode ser averiguado quando um museu da escultura situado nos Estados Unidos o classificou como uma das 250 mais importantes esculturas da história da arte mundial.
Portanto, na minha visão, o Corneteiro de Ique situa-se nessa mesma tradição escultórica, e traz vivacidade, humor, história e beleza para a cidade do Rio de Janeiro, tornando-se um crime e assassinato cultural aqueles que almejam sua retirada."

Lucio Murucci - Pesquisador da História da Caricatura no Brasil.
www.festivaldehumor.com.br

terça-feira, 21 de julho de 2009

Intolerância esculpida


“Nas últimas décadas, a decadência da cidade levou por água abaixo esse nível de intervenção pública. Chega o prefeito e põe uma escultura de um caricaturista porque acha engraçado, um amigo do governador ou uma senhora beneficente doa uma escultura. O Rio virou a casa da mãe Joana.” Essas são palavras do artista plástico Carlos Zilio, publicadas no Segundo Caderno do jornal O Globo, que circulou no dia 19 de julho, domingo, em artigo assinado por Suzana Velasco a respeito da polêmica discussão sobre a criação de uma política de ocupação das áreas públicas do Rio de Janeiro por monumentos e obras de arte. O fato é encabeçado por um abaixo-assinado organizado por artistas, críticos e profissionais de artes que consideram de qualidade duvidosa a proliferação de esculturas pela cidade. O grupo, que fez parte de uma comissão formada na segunda gestão de César Maia, que foi extinta por não ter suas reivindicações atendidas, há tempos insiste em manter o assunto em pauta.
Obviamente que num país democrático como o Brasil esse tipo de discussão é válida, mas me parece que o assunto merece maior abrangência, principalmente nas considerações adotadas pela tal comissão que aponta algumas das estátuas que estão espalhadas pelo Rio, muitas delas já famosas, como o Pixinguinha da Travessa do Ouvidor, o Drummond, de Copacabana, e o Corneteiro de Pirajá, de Ipanema, como inapropriadas pelo fato de não terem “influência neoclássica” como o D. Pedro I da Praça Tiradentes, citada na matéria. Quer dizer, na visão conservadora da tal comissão, obras de artistas como Otto Dumovich – autor das esculturas de Pixinguinha, Braguinha e Cartola – e Victor Henrique Woitschach, o Ique – autor do famoso Corneteiro de Pirajá – não estariam hoje nas ruas.
Reitero que toda discussão democrática é válida, porém me incomoda muito o desprezo de alguns grupos em relação a estilos que diferem dos clássicos, especialmente aqueles criados por notórios caricaturistas que enveredam para outras manifestações artísticas, estigmatizados no papel de fazedores de graça, tornando a obra de um desenhista de humor algo descartável. Pode-se gostar ou não de uma obra de artes, mas considerar que o Corneteiro de Pirajá está exposto em Ipanema, na esquina da Rua Visconde de Pirajá com a Garcia D’Ávila, só porque o ex-prefeito César Maia achou engraçado, me parece uma tese sem muita consistência. Pode-se discutir a incumbência de uma peça dessas e, principalmente, se ela atrapalha a vida dos transeuntes, mas comparar a obra de alguns de nossos artistas com algo semelhante a uma peça de Playmobil soa bastante desrespeitoso.
Atingido diretamente pela polêmica, o caricaturista Ique, que é chargista do Jornal do Brasil há mais de 20 anos, sentiu-se ofendido e afirmou em seu blog que seu corneteiro tem critério e embasamento estético, gráfico e histórico. Conta de maneira irreverente, como acontecido, a história de um corneteiro herói. Foi trabalho de uma pesquisa profunda da história do Brasil, do bairro de Ipanema e das personalidades que deram seus nomes às ruas, como Visconde de Pirajá, Garcia D’Ávila, Maria Quitéria e outros. Além disso, Ique afirma que toda expressão de arte é subjetiva, é sentimento, emoção, conteúdo e interpretação. “Quem é o Deus capaz de julgar isso, e atirar a primeira pedra? Deus não, desculpem, deuses: Os deuses da comissão. Só eles. Se a arte não fosse subjetiva e pudesse agradar de maneira diferente a todas as pessoas, como é que sobreviveriam ou teriam admiradores artistas "abstratos" como Zillio, Magalhães e Cocciarale, membros da comissão?”, pergunta Ique em seu blog.
Não resido em Ipanema. Sou nascido e criado na Zona Norte do Rio, nas imediações do Grande Méier. Portanto, não faço a menor idéia se os moradores do famoso bairro da Zona Sul carioca aprovam ou não a permanência do corneteiro nas esquinas próximas às suas residências, mas pelo que foi divulgado eles não foram consultados também sobre sua retirada, e não me parece que os contribuintes elegeram a tal comissão para representá-los. Infelizmente, fica no ar a sensação de que a intenção real é inibir a chegada de novos escultores que não façam parte desse grupo, que de certa forma parece brigar pelos espaços públicos para impor suas próprias obras ou linguagens.
Por mim, o corneteiro as peças de Otto Dumovich ficam onde estão.
Só para lembrar: o Pequeno Jornaleiro, escultura que está afixada entre a Rua Sete de Setembro e a Avenida Rio Branco, é de autoria de Fritz, que, assim como Ique, é outro dos nossos excepcionais caricaturistas.

Na imagem, o amigo internauta pode ver a matéria na íntegra e tirar suas próprias conclusões.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Rampazzo no Jornal de Letras


A edição de julho do Jornal de Letras com os cartuns do Marcelo Rampazzo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobre o Salão de Caratinga


Agnaldo Timóteo é tema de caricatura no 10º Salão Internacional de Humor de Caratinga (no detalhe, numa caricatura de Manga, de São Paulo)

No período de 21 a 30 de setembro deste ano, será realizada a décima edição do Salão Internacional de Humor de Caratinga, que com esta expressiva marca se estabelece como o mais tradicional evento cultural da nossa região, figurando entre os melhores salões de humor do Brasil e como o principal do segmento em todo estado de Minas Gerais.
A expectativa é a de superar as inscrições dos anos anteriores trazendo para a exposição trabalhos entre Cartuns, Charges e Caricaturas de artistas de todo país e de mais de trinta países para concorrerem ao prêmio de R$ 20.000,00 oferecido pela Prefeitura Municipal de Caratinga, divididos entre os três primeiros lugares de cada categoria, estimulando a participação de cartunistas com artes de alto nível para o deleite do público caratinguense que a todo ano aguarda com muito entusiasmo e prestigia a mostra com expressiva visitação, chegando a atingir a média duas mil por dia.
A principal novidade para este ano é a Caricatura Temática que terá como homenageado o cantor Agnaldo Timóteo, também vereador pela cidade de São Paulo. O autor da melhor caricatura do ilustre artista caratinguense receberá o prêmio R$1.000,00 e o cobiçado “Troféu Pererê” que a todo ano é ofertado pela nossa Câmara Municipal.
Dos desenhos inscritos para esta categoria serão selecionados os melhores e formatar uma galeria denominada “Agnaldo Timóteo: A Voz” que terá exposição permanente na “Casa Ziraldo Arte e Cultura”, onde será também realizada a edição deste ano do salão de humor, oportunidade que será inaugurada também a gibiteca “Turma do Pererê”.
Informações / regulamento / Ficha de Inscrições
www.salaodehumordecaratinga.com.br

Texto enviado pelo Edra, curador do Salão de Caratinga

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mendez no Jornal da ABI



Os amigos não fazem idéia de como estou feliz hoje. Os companheiros da ABI publicaram um texto que eu escrevi para homenagear o caricaturista Mário Mendez. A edição ficou muito bem feita. Gostei de tudo, dos subtítulos, da escolha dos desenhos, da diagramação e do ótimo desenho que o Ucha fez.
Leiam a edição que pode ser baixada no site da ABI (http://www.abi.org.br/) e depois comentem. Os sócios da ABI recebem o ótimo jornal impresso em casa. Portanto, se você atua de alguma forma na imprensa, entre para a ABI e ajude a manter esta instituição em franca atividade. Aliás, nunca é demais lembrar que a ABI esta ressurgindo graças ao desempenho de seu Presidente Maurício Azêdo. Como diria o Ancelmo Gois: viva ele!

terça-feira, 7 de julho de 2009

E o João ganha mais admiradores


Na ocasião do centenário da Associação Brasileira de Imprensa - ABI, o Centro Cultural da Justiça Federal, recebeu a exposição "Traços Impertinentes", apresentando desenhos de 52 cartunista de todo o país. Dos muitos desenhistas que estiveram presentes na inauguração do evento, um dos destaques foi o jovem João. Os colegas da ABI vibraram com a presença do menino cartunista na exposição e deram várias notas na imprensa sobre a vinda do jovem artista ao Rio de Janeiro.
Numa prova de que estávamos certos quando convidamos esse talentoso guri a se juntar aos veteranos do humor gráfico nacional nessa exposição, a edição do jornal O Globo de hoje, na revista MegaZine, a coluna Liquidificador, dos colegas André Miranda e Télio Navega, deu considerável destaque ao João. O cartum escolhido pelos editores é genial e mostra um médium recebendo mensagens do "além".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ilustradores na Cobal



Encontro de ilustradores na Cobal do Humaitá, no bar Espírito do chopp, ontem, 30 de junho. Os encontros são organizados pelo Adriano Renzi e acontecem sempre nas últimas terças-feiras de cada mês. Fiquem ligados. Nas fotos Nei Lima e Guidacci, e eu com o Benício.